06 de janeiro, 2006 - 04h36 GMT (02h36 Brasília)
Apenas no ano passado, 587 crianças foram mortas por armas de fogo na Colômbia, informou o Instituto Nacional de Medicina Legal do país.
Muitas das crianças foram atingidas por balas perdidas, disparadas em brigas de gangues ou em celebrações.
O diretor do instituto, Máximo Alberto Duque, alertou para o perigo do costume colombiano de disparar para o alto em comemorações, explicando que as balas adquirem mais velocidade na descida.
Segundo Duque, os números mostram a necessidade de reforçar os controles de porte de arma na Colômbia.
O senador Luís Elmer Arenas disse que adquirir uma arma no país é quase tão fácil como comprar um pacote de doces.
O correspondente da BBC na Colômbia Jeremy McDermott informa que o fato de a maioria das mortes não estar relacionada ao conflito civil envolvendo guerrilhas de esquerda e paramilitares de direita surpreendeu os investigadores responsáveis pelo levantamento.
No entanto, pelo menos indiretamente o conflito colocou a vida das crianças em risco. Mais de cem delas foram mortas ou mutiladas por minas deixadas por guerrilheiros.
Ainda de acordo com o correspondente da BBC, a cidade mais perigosa para as crianças colombianas no ano passado foi Cali, que não só é a base do último grande cartel do país como de gangues de rua contratadas como assassinos pelos barões da droga.