04 de janeiro, 2006 - 10h18 GMT (08h18 Brasília)
A Rússia e a Ucrânia chegaram a um acordo para pôr fim à crise sobre os preços do gás natural que vem se arrastando há semanas e chegou a afetar o abastecimento de gás em alguns países da Europa.
Segundo notícias de Moscou, na Rússia, os diretores das companhias de gás estatais dos dois países, a Gazprom russa e a Naftogaz ucraniana, afirmaram ter concordado com novos preços “aceitáveis para ambas as partes” e levando em consideração que o gás que a Rússia fornece para a Europa atravessa a Ucrânia.
No domingo, o governo da Rússia cortou o abastecimento de gás para a Ucrânia depois que a Gazprom anunciou um aumento de quatro vezes no preço do produto.
As notícias do acordo foram divulgadas pouco antes da hora marcada para o início de uma reunião de emergência entre especialistas da União Européia que iriam discutir em Bruxelas justamente a crise entre Rússia e Ucrânia.
Impacto
O encontro vai reunir representantes de 25 países para analisar quanto o corte no fornecimento de gás russo à Ucrânia afetou os países da União Européia.
Na segunda-feira, um dia depois do corte da Rússia no abastecimento, vários países europeus acusaram uma queda nos níveis de fornecimento de gás.
O comissário europeu para Energia, Andris Piebalgs, chegou a afirmar que o episódio provou a vulnerabilidade européia no setor.
Na terça-feira, no entanto, a Gazprom afirmara que o abastecimento de gás para Europa Central e Ocidental tinha sido completamente normalizado.
A empresa russa chegou a acusar a Ucrânia de "roubar" o gás que era destinado à Europa.
Durante a crise, a Ucrânia negou repetidamente que tenha cometido qualquer erro e acusa a Rússia de usar a energia como arma política.