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04 de janeiro, 2006 - 11h25 GMT (09h25 Brasília)

Palestinos bloqueiam fronteira de Gaza com o Egito

Militantes palestinos armados bloquearam na manhã desta quarta-feira a fronteira entre o Egito e a cidade de Rafah, na Faixa de Gaza, para exigir a libertação de um líder palestino suspeito de envolvimento no seqüestro de três cidadãos britânicos na semana passada.

Os militantes armados abriram fogo perto do posto de fronteira, ordenando às pessoas que deixassem o local.

Também há informações de que eles colocaram explosivos na passagem de fronteira.

O incidente ocorre após as autoridades palestinas terem prendido, na noite de terça-feira, Alaa al-Hams, líder de uma facção do grupo extremista Brigada dos Mártires de Al-Aqsa.

Ele é acusado de ser responsável pelo seqüestro da ativista britânica Kate Burton, de 24 anos, e de seus pais, na Faixa de Gaza, no dia 28 de dezembro. Os três foram libertados dois dias depois.

Lei e ordem

Os seqüestros e as disputas entre grupos armados cresceram muito em Gaza desde a retirada de Israel da região, no ano passado. Mas, segundo o correspondente da BBC em Gaza, Alan Johnston, as prisões continuam raras, por causa da falta de lei e ordem.

Amigos e parentes de Hams já haviam disparado tiros para o ar e invadido um escritório do Ministério do Interior palestino após sua prisão.

A passagem de Rafah, tomada na manhã desta quarta-feira, é um dos primeiros postos de controle de fronteira cujo controle foi passado aos palestinos.

Em um vídeo que havia sido divulgado durante o seqüestro dos cidadãos britânicos, militantes palestinos armados disseram que libertariam os três como um gesto de boa vontade, mas que a Grã-Bretanha teria que pressionar Israel ou enfrentar novos seqüestros, particularmente dos observadores internacionais que acompanharão as eleições em Gaza no final deste mês.

O governo americano defendeu na terça-feira que as eleições legislativas palestinas sejam realizadas no final do mês como o previsto e que os palestinos possam votar em Jerusalém Oriental, após as ameaças de Israel de impedir a votação na cidade.