04 de janeiro, 2006 - 00h45 GMT (22h45 Brasília)
A polícia israelense teria evidências de que a família do primeiro-ministro do país, Ariel Sharon, recebeu US$ 3 milhões em propinas, afirma um canal de TV de Israel.
A polícia está investigando contribuições ilegais que teriam sido feitas em 1999, quando Sharon concorria à liderança do partido Likud.
Em novembro, seu filho, Omri Sharon, declarou-se culpado de violar a lei que regula as contribuições partidárias.
O premiê, entretanto, nega envolvimento nas irregularidades cometidas pelo filho.
Prisão
Lior Chorev, um dos maiores aliados de Sharon, negou as alegações feitas pelo canal de TV.
"Nenhum oficial está dizendo isso, mas sim um repórter", disse ele. "Desde quando tenho que responder especulações de um repórter do Canal 10?."
O canal mostrou o que disse ser um documento da polícia que teria sido apresentado para a corte distrital de Tel Aviv, contendo indícios do suborno.
Um porta-voz da polícia disse à agência France Presse que o documento veio de um computador confiscado em uma batida realizada em uma casa israelense pertencente à família do financista austríaco Martin Shlaff.
"Suspeitamos que pode haver provas no computador de Shlaff de que a quantia de US$ 3 milhões foi transferida para a família de Sharon", disse Mickey Rosenfeld.
A polícia, entretanto, foi proibida de examinar o computador por causa de um recurso legal obtido pelos advogados de Shlaff.
Omri Sharon pediu desligamento do Parlamento na terça-feira.
Ele deve ser sentenciado no final do mês por ter prestado falso testemunho, falsificação de documentos e por ter violado leis de financiamento partidário durante a campanha eleitoral de seu pai.
A promotoria pede a sua prisão.