http://www.bbcbrasil.com

02 de janeiro, 2006 - 01h53 GMT (23h53 Brasília)

Bush defende programa de espionagem

O presidente americano, George W. Bush, defendeu seu programa de espionagem interna, que envolve escutas de pessoas suspeitas de envolvimento com grupos terroristas.

Bush, falando durante uma visita a San Antonio no Texas, disse que programa é vital e necessário para proteger os Estados Unidos.

O Departamento de Justiça americano abriu um inquérito para descobrir como informações a respeito do programa vazaram para jornais do país.

Em dezembro o jornal New York Times relatou como a Agência Nacional de Segurança espionou dentro dos Estados Unidos sem autorização.

Bush admitiu que ele autorizou atividades de vigilância depois dos ataques de 11 de setembro de 2001.

No domingo, o presidente americano disse a jornalistas, depois de visitar soldados feridos no Centro Médico Brooke do Exército, que a vigilância envolvia ligações telefônicas feitas de outros países para os Estados Unidos por pessoas associadas com a Al Qaeda.

'Legalidade'

Respondendo às perguntas dos jornalistas, Bush disse que estava consciente da questão das liberdades civis e da violação da privacidade das pessoas.

"Se um membro da Al Qaeda está ligando para você, queremos saber a razão. Estamos em guerra", acrescentou o presidente.

Ele afirmou que a operação é legal e vital para evitar ataques terroristas e afirmou que o vazamento das informações sobre a operação "causou grande dano à nação".

"Este é um programa limitado, cujo objetivo é evitar ataques nos Estados Unidos e, repito, limitado", disse Bush.

Senadores republicanos e democratas afirmaram que estão preocupados com o programa que chamaram de "inadequado".

A administração Bush afirmou que as escutas são legais e líderes do congresso receberam informações sobre o programa.

Mas, no domingo, o jornal New York Times informou que James Comey, uma das mais importantes autoridades depois do então procurador-geral da república, John Ashcroft, se recusou a aprovar partes importantes da operação em 2004.

O jornal relatou que Comey estava preocupado com a legalidade do programa e se recusou a prolongá-lo.