01 de janeiro, 2006 - 15h01 GMT (13h01 Brasília)
Militantes palestinos armados atacaram na madrugada deste domingo um clube para funcionários da Organização das Nações Unidas na cidade de Gaza.
Funcionários disseram que cinco homens mascarados amarraram o guarda do clube antes de atirar dois dispositivos explosivos dentro do prédio, causando danos materiais.
O clube, conhecido como o único local em Gaza que serve bebidas alcoólicas, estava fechado no momento do ataque. Ninguém ficou ferido.
O ataque – o primeiro contra um alvo da ONU em Gaza – ocorreu após uma ação militar israelense que deixou dois palestinos mortos no norte da Faixa de Gaza.
O Exército de Israel disse ter atirado contra um grupo que se preparava para atirar foguetes em direção ao território israelense.
Num outro incidente horas após o ataque, palestinos armados seqüestraram um cidadão italiano na cidade de Khan Younis durante uma visita de um grupo de estrangeiros, que incluía dois parlamentares da União Européia.
Horas depois do crime, o italiano foi liberado. O novo seqüestro ocorreu menos de dois dias após a libertação de três britânicos que haviam sido seqüestrados no início da semana ao sul da Faixa de Gaza.
Antes do último seqüestro, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, havia prometido restaurar a ordem diante do crescente caos em Gaza.
"Zona de exclusão"
Israel havia declarado o norte da Faixa de Gaza como uma “zona de exclusão” no início da semana em resposta a um aumento no número de ataques palestinos.
Os ataques palestinos ocorreram apesar do cessar-fogo declarado pelos militantes palestinos no ano passado, a pedido do presidente de Abbas.
O cessar-fogo terminou oficialmente à meia-noite do dia 31 (20h em Brasília).
O porta-voz do grupo militante Hamas, Mushir al-Masri, prometeu vingança após as mortes dos dois palestinos. Ele não descartou, porém, manter o cessar-fogo por mais tempo.
Em seu discurso de ano novo, o presidente da Autoridade Nacional Palestina havia expressado preocupações de que o desrespeito às autoridades pode representar uma ameaça ao que chamou de projeto nacional palestino.