28 de dezembro, 2005 - 03h48 GMT (01h48 Brasília)
Os Estados Unidos impuseram sanções contra nove empresas estrangeiras - seis delas chinesas - por suposta venda de equipamento ou tecnologia que o Irã poderia usar para fabricar mísseis ou armas químicas.
Um porta-voz do Departamento de Estado americano, Adam Ereli, disse que a medida teve com o base "evidências plausíveis".
Segundo Ereli, as companhias ficam proibidas de fazer negócios com o governo dos Estados Unidos.
Elas também não conseguirão licença de exportação para comprar determinado tipo de tecnologia de empresas americanas.
Duas das companhias são indianas e uma é austríaca.
A decisão foi tomada de acordo com uma lei de não-proliferação nuclear para o Irã que foi aprovada em 2000 para bloquear ajuda internacional para o que os Estados Unidos suspeitam serem programas de armas nucleares, químicas e biológicas do Irã.
Estados Unidos e União Européia estão estudando a possibilidade de remeter o caso do Irã ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O governo iraniano insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos.
China
No passado, a China negou que vendia material relacionado a armamentos para o Irã.
Ereli disse que as companhias chinesas são: China Aerotechnology Import Export Corporation, China North Industries Corporation, Zibo Chemet Equipment Company, Hongdu Aviation Industry Group, Ounion International Economic and Technical Cooperative Limited e Limmt Metallurgy and Minerals Company.
As duas companhias indianas são Sabero Organics Chemical e Sandhya Organics Chemical e a austríaca é Steyr-Mannlicher.
As sanções permanecerão em vigor até dezembro de 2007.
Um relatório da CIA para o Congresso americano no ano passado disse que o Irã buscava comprar material para programas de armas nucleares e químicas de empresas privadas na Rússia, China, Coréia do Norte e Europa.