20 de dezembro, 2005 - 23h40 GMT (21h40 Brasília)
Milhões de pessoas tiveram de encontrar alternativas para ir trabalhar em Nova York por causa de uma greve dos funcionários de metrô e ônibus que paralisou o maior sistema de transporte em massa do mundo.
Em uma demonstração de que não pretender ceder às reivindicações dos grevistas, que pedem aumento salarial, o prefeito Michael Bloomberg também foi andando ao trabalho, apesar do frio de - 4º C.
O juiz do Estado de Nova York Theodore Jones determinou que o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes paguem multa de US$ 1 milhão, alegando que a paralisação, a primeira desde 1980, viola as leis do Estado.
O sindicato diz que vai apelar da decisão, que pode tornar o movimento insustentável. Segundo a agência de notícias Associated Press, os 33 mil associados já terão de pagar dois dias de salário por cada dia que ficarem parados.
Os nova-iorquinos se viraram como puderam para chegar a Manhattan. Alguns pegaram barcos-táxis no rio Hudson, outros foram de carona e outros simplesmente ficaram em casa.
Para lidar com o aumento do tráfego de carros, as autoridades impediram a circulação de veículos com menos de quatro ocupantes até as 11h da manhã.
Ainda assim, houve grandes congestionamentos em Manhattan e nas pontes que ligam a ilha aos subúrbios.
A greve ocorre em uma das épocas mais movimentadas em Nova York, quando as vitrines de Natal da cidade atraem turistas de toda parte.
O custo da greve para a economia da cidade é estimado em US$ 400 milhões por dia.