19 de dezembro, 2005 - 16h06 GMT (14h06 Brasília)
Os médicos que estão tratando o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, após ter sofrido um leve derrame no domingo, disseram que ele deve deixar o hospital onde está em Jerusalém nesta terça-feira.
Ele tem sido submetido a exames. Segundo um porta-voz do hospital, ele está bem e caminhando sem auxílio. Ele também conversou ao telefone com jornalistas.
Sharon, que é candidato à reeleição em eleições parlamentares marcadas para 28 de março, sentiu-se mal no domingo no caminho do trabalho para casa e foi levado diretamente para o Hospital Universitário de Hadassah, em Jerusalém.
Um comunicado oficial divulgado pouco depois afirmou que o primeiro-ministro não corre risco de vida.
Abbas
Funcionários do hospital e assessores do primeiro-ministro contaram que ele permaneceu consciente e que conversou e fez brincadeiras com seus familiares horas depois da internação.
Há relatos de que o líder palestino Mahmmoud Abbas teria entrado em contato com o gabinete de Sharon para expressar seus votos de rápida recuperação.
Sharon, de 77 anos, não tinha um histórico de problemas de saúde.
O médico do primeiro-ministro, Boleslav Goldman, negou relatos iniciais de que Sharon teria perdido os sentidos.
O vice-primeiro-ministro Ehud Olmert seria a pessoa para assumir as funções de Sharon caso ele não consiga desempenhá-las quando deixar o hospital.
Seus assessores, no entanto, dizem que isso não será necessário.
O correspondente da BBC em Jerusalém disse que o primeiro-ministro, no cargo há quatro anos, tem sofrido intensa pressão desde que deixou o partido Likud, no mês passado, para formar uma nova organização, o Kadima.