Cerca de 900 pessoas foram detidas e 41 ficaram feridas, entre elas, cinco policiais, neste sábado, no dia mais violento de protestos desde o início da Sexta Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio, em Hong Kong, na terça-feira.
Policiais tentaram controlar a multidão lançando cargas de gás lacrimogênio para evitar que o protesto chegasse ao centro de conferências, que permaneceu isolado.
Os manifestantes chegaram a usar varas de bambu para atacar a polícia, que respondeu com gás, jatos d'água e golpes de cassetete.
Os episódios estão sendo considerados os mais violentos dos últimos 16 anos na ilha de Hong Kong.
A reunião termina neste domingo, e alguns delegados dos 150 países que participam na conferência ameaçam abandonar a reunião, caso as suas propostas não sejam levadas em conta.
O rascunho da declaração final foi divulgado neste sábado, mas traz poucos avanços nas negociações de assuntos considerados fundamentais, como o fim dos subsídios a exportações agrícolas.
Os Estados Unidos e os países em desenvolvimento querem o fim dos subsídios a exportações agrícola até 2010.
Mas os países europeus condicionam mudanças na agricultura a avanços em outras áreas.
Organizações Não-Governamentais criticaram o rascunho da declaração final da Conferência.
A organização ActionAid, por exemplo, chamou o rascunho de "desgraça e insulto aos pobres de todo o mundo".