14 de dezembro, 2005 - 05h26 GMT (03h26 Brasília)
Dois parlamentares venezuelanos acusaram o departamento de Estado americano, a CIA e uma congressista de conspirarem para prejudicar o governo do presidente do país, Hugo Chavez, durante as eleições para o Parlamento da semana passada.
As alegações foram feitas por Nicolas Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Os parlamentares acusaram diretamente a embaixada americana em Caracas e a congressista republicana pela Flórida, Ileana Ros-Lehtinen.
o casal disse possuir fitas cassete que provariam que membros da oposição venezuelana vivendo em Miami seriam agentes da CIA disfarçados e vinham planejando secretramente sabotar o pleito.
Encontros secretos
Nelas estariam gravadas conversas entre duas mulheres venezuelanas discutindo o uso do correio diplomático da embaixada americana como um canal seguro de comunicação.
Os parlamentares apoiam Chavez. Eles acusaram Ros-Lehtinen de ajudar na conspiração para derrubar o governo.
Um porta-voz da embaixada americana na capital venezuelana, Caracas, nega categoricamente as acusações.
Ele disse à BBC que o país vinha obedecendo todas as normas diplomáticas.
Desde as eleições do domingo, boicotadas por quase todos os partidos de oposição, o presidente Chavez e seus partidários vêm acusando os Estados Unidos de organizarem encontros secretos com a oposição e observadores internacionais da União Européia e da Organização dos Estados Americanos.
Embora os simpatizantes de Chavez diga que eles teriam ganho todos os 167 assentos, 75% dos venezuelanos se abstiveram de votar.