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14 de dezembro, 2005 - 15h57 GMT (13h57 Brasília)

Milhares protestam contra Síria em funeral no Líbano

Dezenas de milhares de pessoas saíram nesta quarta-feira às ruas da capital do Líbano, Beirute, para o enterro do parlamentar anti-Síria e dono de um importante jornal libanês, Gibran Tueni.

Tueni, de 48 anos, foi assassinado com um carro-bomba na segunda-feira.

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Uma greve geral, convocada pelos setores da sociedade libanesa que se opõem ao controle político sírio, está em vigor na capital em outras partes do país.

Muitos culpam a Síria por mais este atentado, mas o governo sírio nega que tenha envolvimento.

Em fevereiro, o ex-premiê libanês Rafik Hariri morreu em circunstâncias semelhantes, provocando uma onda de protestos públicos que resultou na decisão síria de retirar os milhares de militares que mantinha no país vizinho.

Slogans anti-Síria

Pelo menos 100 mil pessoas (200 mil segundo estimativas extra-oficiais) lotaram as ruas e praças do centro de Beirute para acompanhar o cortejo de Tueni. Muitos levavam bandeiras libanesas e fotos dele.

A multidão cantava slogans pedindo a renúncia do presidente pró-sírio, Emile Lahoud, e atacando o líder sírio Bashar al-Assad.

O atentado de segunda-feira matou também dois guarda-costas de Tueni, que sabia do risco de atentado que corria no Líbano e havia passado meses na França após sofrer ameaças de morte.

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De acordo com a agência Associated Press, este foi o 13º ataque a bomba no Líbano desde a morte de Rafik Hariri em fevereiro.

Os deputados no Parlamento observaram um minuto de silêncio.

A morte de Tueni ocorreu poucas horas antes de uma equipe de inquérito da ONU anunciar que possui novas provas de envolvimento da Síria no assassinato de Hariri e em tentativas de obstruir as investigações.