12 de dezembro, 2005 - 19h38 GMT (17h38 Brasília)
Autoridades americanas e iraquianas dizem ter encontrado uma prisão superlotada controlada pelo Ministério do Interior do Iraque, em que 625 detentos eram mantidos em péssimas condições.
Pelo menos 13 prisioneiros tiveram de ser hospitalizados e há denúncias de tortura no local.
Um alto funcionário iraquiano afirmou, sob a condição de ter seu nome mantido em sigilo, que 12 dos 13 hospitalizados foram torturados com choques elétricos e tiveram as unhas arrancadas.
Em novembro, outro cárcere do Ministério do Interior foi descoberto, com 170 detentos amontoados em condições precárias.
As críticas que surgiram com a descoberta daquela prisão levaram ao processo de inspeções de penitenciárias que resultaram na nova descoberta esta semana.
Libertação
Um comunicado do Ministério dos Direitos Humanos iraquiano diz que 75 pessoas foram imediatamente libertadas após terem sido encontradas na segunda prisão. Outros 75 detentos foram transferidos a outra prisão, gerenciada pelo Ministério da Justiça.
O primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim Jaafari, prometeu iniciar um inquérito sobre as denúncias.
"Há uma comissão acompanhando o caso. Meu conselheiro militar está visitando todas as prisões do Iraque para saber se há casos do gênero. Não permitirei que nenhum prisioneiro receba esta tratamento", afirmou.