08 de dezembro, 2005 - 09h53 GMT (07h53 Brasília)
O Japão prorrogou sua presença militar no Iraque por mais um ano. Com a decisão, anunciada nesta quinta-feira depois de uma reunião do gabinete do primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, as tropas japonesas devem permanecer em solo iraquiano até 14 de dezembro de 2006.
O Japão mantém cerca de 500 militares em Samawa, no sul do Iraque, trabalhando no treinamento de forças de segurança iraquianas e ajudando na reconstrução do país.
As tropas não têm papel de combate.
Mas os meios de comunicação especulam que as forças japonesas podem ser retiradas antes que seu novo mandato esteja concluído.
Segurança
Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, as tropas podem começar a sair do Iraque a partir do próximo mês de junho para coincidir com uma possível redução das operações militares britânicas e australianas no país, disseram fontes não identificadas do governo.
Forças britânicas e australianas estão encarregadas da segurança em Samawa, já que a Constituição pacifista do Japão impede que os soldados do país travem combates no exterior.
Apesar de autoridades japonesas dizerem que as condições no Iraque são, de maneira geral, "estáveis", a opinião pública japonesa parece ser contrária à missão, temendo que ela viole a herança pacifista do país.
Uma pesquisa recente realizada pelo jornal Asahi sugeriu que 69% dos japoneses são contrários à presença militar japonesa no Iraque.
Enquete no jornal Mainichi sugere que essa porcentagem chega a 77%.