03 de dezembro, 2005 - 03h21 GMT (01h21 Brasília)
O presidente do Equador, Alfredo Palacio, destituiu na sexta-feira três de seus altos chefes militares devido a um escândalo de corrupção na cidade de Machala.
Palácio destituiu o chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas, Manuel Zapater, o comandante das Forças Terrestres, Jorge Zurita, e o brigadeiro Edmundo Baquero.
Também foram destituídos o subsecretário da Defesa, Néstor Vega, e o chefe do Estado Maior do Comando Conjunto, Hernán Bedón.
A declaração do presidente não explicou a razão das destituições, mas, segundo correspondentes no país, as investigações a respeito de negócios ilegais envolvendo cadernetas de poupança e empréstimos na cidade de Machala, na província de El Oro, se concentram agora nas Forças Armadas.
Palácio confirmou também os nomes do novo ministro da Defesa, Oswaldo Jarrín, e o comandante da Marinhha, o contra-almirante Héctor Holguín.
Escândalo
O escândalo surgiu depois da morte de um tabelião da cidade de Machala, que liderou uma gigantesca operação bancária ilegal, que contava como clientes pelo menos três mil militares e integrantes da polícia.
Depois da morte do tabelião José Cabrera no dia 26 de outubro, alguns membros das forças de segurança invadiram seus escritórios com objetivo de recuperar o dinheiro.
Alega-se também que outros oficiais tentaram chegar a Machala mais rapidamente, usando um avião presidencial.
Segundo a imprensa local, Cabrera chegou a gerenciar entre US$ 400 millhões e US$ 1,2 bilhão nos últimos dez anos e chegou a ter mais de 35 mil clientes.
Imagens de canais locais de televisão mostraram a prisão dos policiais e militares que invadiram o escritório de Cabrera, e o protesto da população que cercou os militares quando eles foram levados para prisão.