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27 de novembro, 2005 - 11h14 GMT (09h14 Brasília)

Fornecimento de água volta à cidade chinesa

O fornecimento de água à cidade de Harbin, no nordeste da China, já foi restabelecido, cinco dias depois de ter sido cortado porque o rio que abastece a região foi poluído com material tóxico.

A água voltou às casas dos moradores cinco horas antes do fim do prazo previsto pelas autoridades.

Testes mostraram que o nível de produtos químicos no rio Songhua está abaixo do limite perigoso. Cerca de 100 toneladas de benzeno foram jogadas no rio depois de um acidente em uma indústria química, há duas semanas.

A mancha tóxica de 80 quilômetros de extensão já passou por Harbin e deve chegar a rios da Rússia dentro de duas semanas.

Desculpas

No sábado, a China pediu desculpas à Rússia pelo vazamento.

O ministro das Relações Exteriores chinês, Li Zhaoxing, pediu "profundas desculpas" a Moscou, segundo a agência de notícias russa Itar-Tass, em Pequim.

O vazamento estava "repleto de enormes danos ao ambiente natural da China e da Rússia", disse Zhaoxing.

O Rio Amur, que fornece água para mais de 500 mil habitantes na cidade russa de Khabarovsk, deve ser afetado pela poluição.

O governo chinês prometeu punir os responsáveis pela explosão da indústria química de Jilin, ocorrida no dia 13 de novembro, que causou a poluição.

Na quinta-feira, a CNPC, a maior empresa petrolífera da China e dona da indústria química onde houve a explosão, pediu desculpas aos 3,8 milhões de habitantes de Harbin pelo incidente.

Centenas de moradores tiveram que ser retirados de suas casas em conseqüência da contaminação do rio local.

Há quatro dias as torneiras estão vazias e a população, sob forte frio, faz fila para conseguir água nos caminhões de abastecimento.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, visitou Harbin e afirmou que vai haver transparência nas investigações sobre o incidente.

Ele entrou em um supermercado para checar o preço das garrafas de água e em uma universidade, onde pediu que os estudantes ficassem calmos.