26 de novembro, 2005 - 13h33 GMT (11h33 Brasília)
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, fez um discurso desafiador, reiterando o direito de seu país desenvolver tecnologia nuclear e criticando países ocidentais por supostas violações de direitos humanos.
Ahmadinejad fez o discurso para um grupo de voluntários da milícia iraniana Basij, dias depois da mais recente demonstração de preocupação da comunidade internacional em relação ao programa nuclear do país.
As observações também se seguem à condenação, por parte da União Européia, do comportamento do Irã na área de direitos humanos.
O presidente iraniano disse que países que possuem, testam e desenvolvem armas nucleares que ameaçam outros países não têm o direito de exigir que o Irã desista de seu programa nuclear.
Pacífico
Segundo Ahmedinejad, o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos.
Ele afirmou que países que mataram pessoas inocentes em guerras destrutivas, e que estão acabando com os recursos naturais dos oprimidos não podem falar em direitos humanos.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se reuniu esta semana em Viena, na Áustria, para discutir as mais recentes revelações a respeito do programa nuclear do Irã.
A reunião aconteceu em um momento em que ganharam nova força esperanças de que as negociações entre o Irã, que suspendeu suas atividades de enriquecimento de urânio, e a União Européia sejam retomadas em dezembro.
Os europeus e os Estados Unidos esperam que o governo iraniano leve em consideração uma proposta de transferir o enriquecimento de urânio – parte considerada mais delicada do processo – para a Rússia.
Os americanos acusam o Irã de tentar desenvolver uma bomba nuclear, o que é refutado pelo país islâmico.