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26 de novembro, 2005 - 10h31 GMT (08h31 Brasília)

Palestinos já cruzam a fronteira entre Gaza e Egito

O único ponto de passagem na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito foi reaberto na manhã deste sábado, sob controle palestino.

Um grupo de pessoas já cruzou a fronteira neste ponto, em Rafah. Centenas de palestinos estavam esperando por este momento desde o começo da manhã.

Esta é a primeira vez que os palestinos têm controle sobre suas fronteiras, mas as forças de segurança serão supervisionadas por monitores da União Européia.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, tinha declarado aberta a fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito na sexta-feira, em uma cerimônia no posto de fronteira de Rafah, mas as primeiras movimentações tiveram que aguardar até este sábado.

O ponto de Rafah era administrado por forças israelenses, que, com freqüência, atrasavam a passagem de palestinos com interrogatórios e longas checagens de segurança.

Liberdade

A Faixa de Gaza não tem portos e o governo israelense proíbe a reabertura do aeroporto internacional do território, tornando o posto de Rafah extremamente importante para os cerca de 1,5 milhão de habitantes.

Segundo o correspondente da BBC em Gaza Alan Johnston, a fronteira em Rafah é a principal saída da Faixa de Gaza para o mundo exterior.

Israel, que controlou o posto durante décadas, fechou a passagem no último dia 7 de setembro, temendo que militantes tentassem entrar no país pelo território, de onde retirou todos os seus colonos neste ano.

O governo israelense, porém, concordou em deixar o controle do posto em mãos palestinas desde que houvesse supervisão dos monitores internacionais.

Agentes de Israel também vão observar todos os movimentos por um circuito de TV em uma base militar a quilômetros de distância.

As forças israelenses vão poder apresentar objeções à entrada de algumas pessoas, mas supostamente os palestinos têm a última palavra.

Os palestinos poderão viajar em comboios de ônibus entre Gaza e a Faixa de Gaza a partir de dezembro e em comboios de caminhões um mês depois.

A entrada de bens de consumo na Faixa de Gaza continuará sendo controlada por Israel.