26 de novembro, 2005 - 18h20 GMT (16h20 Brasília)
O terceiro turno das eleições parlamentares no Egito foi encerrado, neste sábado, em meio a relatos de violência, prisões em massa e bloqueio de pontos de votação.
A votação ocorreu em algumas partes do país onde nenhum candidato ganhou a maioria dos votos no segundo turno, realizado no domingo passado.
O principal grupo oposicionista do Egito – Irmandade Islâmica – disse que mais de 1,2 mil de seus membros foram presos.
Observadores eleitorais disseram ter visto gangues atacarem eleitores com facas e pedaços de pau.
Segundo eles, a polícia bloqueou o acesso a pontos de votação em áreas de grande apoio ao Irmandade Islâmica.
"Os eleitores são barrados à força de entrar em alguns pontos de votação e muitos pontos estão vazios", descreveu o ativista de direitos humanos e monitor eleitoral Negad el-Borai.
Um porta-voz do Ministério do Interior do país negou que tenham ocorrido casos de violência e disse que a votação ocorreu normalmente.
A Irmandade Islâmica é um grupo religioso com mais de 70 anos e é considerado uma das principais forças de oposição no Egito.
O grupo não pode se organizar como um partido político, mas seus candidatos são registrados como independentes.
Eles venceram 47 das 186 cadeiras do Parlamento nos primeiros dois turnos das eleições.