23 de novembro, 2005 - 13h03 GMT (11h03 Brasília)
O Parlamento do Irã rejeitou pela terceira vez um nome indicado pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para ocupar o cargo de ministro do Petróleo.
Dos 254 parlamentares que votaram, só 77 apoiaram a indicação de Mohsen Tasalloti.
Segundo a correspondente da BBC em Teerã, Frances Harrison, a rejeição de três candidatos nos últimos meses é um desafio sem precedentes para o presidente iraniano, além de um grande embaraço.
Tasalloti, um veterano da indústria petroquímica, era acusado de ter fortes ligações com os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. Ele nega tais acusações.
Os dois candidatos anteriores eram acusados de não ter conhecimento do setor petrolífero.
Prejuízo
O Irã é um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, e está sem ministro do setor há três meses.
A falta de um ministro do Petróleo pode ter implicações econômicas complicadas para o país que obtém 80% de suas receitas com a exportação de petróleo, gás e derivados.
"Essa demora provoca desperdício de ativos de petróleo e gás e danos à economia do Irã", disse Manouchehr Takin, do Centre for Global Energy Studies.
O Congresso rejeitou o primeiro nome proposto por Ahmadinejad em agosto. O segundo retirou sua candidatura no início de novembro, momentos antes de os parlamentares começarem a votar.