23 de novembro, 2005 - 09h01 GMT (07h01 Brasília)
Quase quatro milhões de pessoas continuam sem água na cidade de Harbin, no norte da China, depois de as autoridades terem cortado o fornecimento por medo de contaminação por benzeno, uma substância tóxica.
Segundo as companhias aéreas, todos os vôos deixando a cidade estão lotados. Quinze hospitais estão em alerta para lidar com possíveis vítimas de envenenamento, e várias escolas e empresas fecharam.
A decisão foi tomada em conseqüência da explosão, no último dia 13, de uma fábrica de produtos químicos na cidade de Jilin, à beira do Rio Songhua, que fornece água para Harbin.
Inicialmente, o governo havia dito que a falta d'água iria durar quatro dias, mas um representante da companhia disse à BBC que não há prazo para retomada do fornecimento.
Desconfiança
Segundo a correspondente da BBC em Pequim Louise Lim, os moradores de Harbin desconfiam do governo, que inicialmente disse que a distribuição de água havia sido suspensa para uma manutenção de rotina da rede.
A explosão teria forçado a evacuação temporária de cerca de 10 mil moradores da cidade, mas, quando ela ocorreu, as autoridades não deram qualquer sinal de que havia risco de a água que abastece a cidade ter sido contaminada.
Os anúncios de falta d'água levaram os moradores a comprar alimentos e água nos supermercados da cidade. Há informações de que os estoques do líquido e de outras bebidas à venda já teriam se esgotado.
As autoridades também providenciaram caminhões-pipa para distribuir água à população.
Também há informações de que alguns moradores estão dormindo ao relento, em temperaturas abaixo de zero, depois de surgirem rumores de um terremoto iminente.