22 de novembro, 2005 - 18h47 GMT (16h47 Brasília)
O governo da Síria pediu ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que ajude a resolver um impasse nas negociações em relação ao inquérito sobre o assassinato do ex-primeiro-ministro do Líbano, Rafik Hariri, no início do ano.
O ministro do Exterior, Farouq al-Sharaa, afirmou que Damasco irá cooperar com as investigações da ONU, mas pediu um acordo que leve em conta a "soberania" do país.
A Síria recusou o pedido de um dos integrantes da equipe de investigação da ONU de interrogar autoridades sírias no Líbano.
O país tem até o dia 15 de dezembro para colaborar com o inquérito ou o Conselho de Segurança poderá tomar medidas contra a Síria.
Em cartas endereçadas ao Conselho de Segurança e a Annan, Sharaa pediu um acordo entre a Síria e a comissão internacional de investigação "que respeite a carta da ONU e a soberania da Síria".
O ministro do Exterior acrescentou que a equipe de investigação deve respeitar o acordo de extradição assinado por Síria e Líbano em 1951.
Em outubro, o Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução exigindo que a Síria cooperasse totalmente com o inquérito e prendesse qualquer suspeito que fosse identificado.
As autoridades não foram mencionadas, mas relatos do Líbano dizem que entre elas está o chefe da inteligência militar síria, Assef Shawkat, um cunhado do presidente da Síria Bashar al-Assad.
A Síria nega envolvimento na morte de Hariri e instaurou uma investigação própria sobre o incidente.
O assassinato de Hariri gerou uma onda de críticas e protestos à Síria, que foi obrigada a retirar suas forças de segurança do Líbano como conseqüência.