22 de novembro, 2005 - 09h56 GMT (07h56 Brasília)
O Parlamento alemão confirmou nesta terça-feira que a líder conservadora Angela Merkel é a nova chanceler do país.
Merkel vai liderar um governo de coalizão com o partido Social Democrata, de Gerhard Schröder, que até agora estava à frente do país.
Ela é a primeira chanceler mulher da Alemanha, e a primeira chefe de governo do país unificado a ter sido criada na Alemanha Oriental.
O novo governo foi aprovado por 397 dos 614 Parlamentares alemães.
Reformas
Merkel prometeu renovar a enfraquecida economia alemã e os partidos concordaram em reduzir o déficit do Orçamento com cortes nos gastos e aumento de impostos.
Mas os planos de cortar impostos dos mais ricos foram abandonados, bem como os planos de liberalizar as leis de emprego e introduzir negociações salariais regionais.
Segundo o correspondente da BBC na Alemanha William Horsley, há menos diferenças em relação à política externa.
Mas a futura chanceler foi forçada a fazer concessões aos sindicatos e aceitar membros do Partido Social Democrata em ministérios-chave.
Os sociais democratas ocupam as pastas de Relações Exteriores, Finanças e Trabalho, entre outras.
Os democratas cristãos ficam com seis ministérios, entre eles os da Defesa e dos Assuntos Econômicos, além da chefia de governo.
O partido de Merkel, a União Democrata Cristã, e seus aliados da Bavária, a União Social Cristã, não obtiveram maioria clara nas eleições de setembro.
A nova "grande coalizão" de esquerda e direita conta com amplo apoio no parlamento, reunindo 448 votos.
Schröder anunciou que vai renunciar à sua cadeira no Parlamento depois da votação, enquanto se prepara para uma vida fora da linha de frente da política.