22 de novembro, 2005 - 18h29 GMT (16h29 Brasília)
A Casa Branca negou nesta terça-feira que o presidente americano, George W. Bush, teria sido convencido pelo premiê britânico, Tony Blair, a não bombardear o canal de TV árabe Al Jazeera.
A alegação teria aparecido em um memorando interno do governo britânico que foi vazado ao jornal Daily Mirror.
Um porta-voz da Casa Branca disse que "não iremos dignificar algo tão ultrajante com uma resposta".
Segundo o Mirror, durante a conversa, em abril do ano passado, Blair teria dito ao presidente americano que praticar um ato destes provocaria uma revolta mundial.
Outros ataques
O ex-ministro da Defesa da Grã-Bretanha, Peter Kilfoyle, pediu ao governo do país confirmar se a conversa sobre um possível ataque à Al-Jazeera existiu.
Kilfoyle disse que o governo britânico deveria divulgar o memorando, que teve seu conteúdo vazado.
"Se foi o caso do presidente Bush ter desejado bombardear a Al Jazeera, localizada em um país aliado, isso é muito sério e levanta dúvidas sobre ataques posteriores que aconteceram contra membros da imprensa que não estavam sob a proteção americana"
O gabinete do governo britânico recusou-se a comentar as afirmações.
Os escritórios da Al-Jazeera no Iraque e no Afeganistão foram atacados por tropas americanas durante os conflitos nos dois países.
O Exército dos Estados Unidos afirma que os ataques foram acidentais.
No passado, autoridades americanas costumavam acusar a Al-Jazeera de ter uma tendência anti-americana.