20 de novembro, 2005 - 16h14 GMT (14h14 Brasília)
O presidente do Iraque, Jalal Talabani, disse neste domingo que está disposto a dialogar com os insurgentes do país.
"Se aqueles que se apresentam como a resistência iraquiana quiserem entrar em contato comigo, eles são bem-vindos", afirmou Talabani, durante uma reunião da Liga Árabe, no Cairo, que discute a reconciliação nacional do Iraque.
"Mas é claro que isso não significa que eu vou aceitar o que eles disserem", acrescentou.
O presidente iraquiano disse que era "responsável por todos os iraquianos" e queria ouvir a todos, mesmo "criminosos" e "os que estão em julgamento".
Talabani ressaltou, no entanto, que extremistas religiosos e partidários do ex-presidente Saddam Hussein não tinham lugar no processo político do país.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, disse em junho que o governo americano costumava facilitar contatos entre a administração interina e os rebeldes.
Mas na época Talabani se distanciou das alegações, dizendo que o governo iraquiano não tinha "nada a ver com as negociações com insurgentes."
A oferta de Talabani segue dois dias de violência no Iraque, com pelo menos 80 mortos na sexta-feira e outros 48 no sábado em uma série de ataques pelo país.
Os números não incluem baixas militares. Neste domingo, pelo menos um soldado britânico foi morto em uma emboscada na cidade de Basra, no sul do Iraque.
No sábado, cinco soldados americanos morreram na explosão de bombas colocadas em uma estrada perto de Baiji, a 250 km ao norte de Bagdá.