20 de novembro, 2005 - 19h46 GMT (17h46 Brasília)
O Partido Trabalhista israelense endossou os planos do seu novo líder, Amir Peretz, de retirar o apoio à coalizão de governo liderada pelo primeiro-ministro Ariel Sharon.
Delegados reunidos em uma convenção do partido em Tel Aviv aprovaram a proposta com maioria absoluta depois de um discurso de Peretz, em que ele acusou Sharon de negligenciar os problemas sociais do país em nome do combate a grupos palestinos.
"Todos esses anos o Likud (partido de Sharon) disse aos desempregados, às crianças com fome, a trabalhadores e a um milhão de assalariados que ganham o salário mínimo 'esperem um pouco, agora nós temos que cuidar do terrorismo'", afirmou Peretz, um ex-sindicalista nascido do Marrocos que foi recentemente eleito líder dos trabalhistas.
"Todos esses anos eles vêm nos assustando com o demônio da segurança."
Segundo o jornal israelense Haaretz, ao falar sobre segurança e o processo de paz, Peretz se posicionou contra duas reivindicações palestinas, a divisão de Jerusalém e o retorno dos refugiados palestinos.
Na semana passada, Sharon e Peretz fecharam um acordo para a realização de eleições entre o fim de fevereiro e o fim de março do ano que vem.
Segundo a rádio israelense, os membros trabalhistas do gabinete devem entregar as suas cartas de renúncia já nesta segunda-feira.
Especula-se agora se Sharon vai deixar o Likud, onde enfrenta grande oposição por causa da sua iniciativa de retirar as tropas israelenses de Gaza, para integrar um partido de centro.