20 de novembro, 2005 - 13h25 GMT (11h25 Brasília)
A polícia do Egito prendeu mais de 200 simpatizantes do grupo de oposição ao governo, Irmandade Islâmica, horas antes da abertura das urnas para a segunda rodada das eleições parlamentares, neste domingo.
Desde a imposição das leis de emergência no Egito em 1981, depois do assassinato de Anwar el-Sadat, a Irmandade Islâmica está proibida de atuar como partido político.
Mas mesmo com a proibição, os candidatos do grupo concorrem na votação, mas como independentes. No primeiro turno, os candidatos islâmicos tiveram uma projeção considerável nos resultados.
Uma porta-voz da Irmandade Islâmica disse à BBC que as prisões – em 5 das 9 províncias onde acontecem as eleições – foram um mau sinal, o que, segundo ela, contradiz as promessas de reforma do governo.
Um correspondente da BBC no Cairo afirmou que o governo egípcio parece ter ficado incomodado com o apoio recebido no pleito pela Irmandade Islâmica – apesar de a vasta maioria dos assentos ter sido conquistada pelo governista Partido Democrático Nacional.
Os reformistas garantem que as eleições serão transparentes e justas.
Mas durante a primeira rodada, houve relatos de tentativa de compra e de roubo de votos, além de denúncias de ameaças a eleitores.
O terceiro e último turno das eleições parlamentares acontece no começo de dezembro.