18 de novembro, 2005 - 13h12 GMT (11h12 Brasília)
Mahinda Rajapakse, o primeiro-ministro linha-dura que venceu as eleições no Sri Lanka, tomou posse como presidente do país neste sábado.
O então premiê obteve pouco mais de 50% dos votos na disputa contra o principal rival da oposição, Ranil Wickramasinghe.
Considerado um linha-dura na disputa entre o governo do Sri Lanka e os rebeldes separatistas do grupo Tigres do Tamil, Rajapakse promete obter uma "paz honrada".
Cerca de 75% dos eleitores compareceram para votar no sul e oeste da ilha, mas houve um boicote quase total nas áreas em que vive a população tâmil.
O oposicionista Partido Unido Nacional pediu que o pleito seja repetido em Jaffna, cidade controlada pelos Tigres do Tamil, já que a abstenção foi muito alta. A comissão eleitoral rejeitou tal pedido.
Pequena diferença
A diferença entre ele e o segundo colocado na eleição foi de apenas 180 mil votos – Rajapakse recebeu o apoio de 4,8 milhões de eleitores.
"A democracia será fortalecida, e a lei a ordem serão estabelecidas no país", declarou. "Para mim, o poder não é um ornamento, mas sim um meio para servir à população."
Rajapakse é um populista cuja base está no interior do Sri Lanka, principalmente na região de população budista de Sinhala.
Num acordo com partidos budistas e marxistas antes da eleição, ele se comprometeu a adotar linha dura no diálogo de paz com os rebeldes, inclusive propondo uma renegociação do acordo de cessar-fogo atualmente em vigor.
Os rebeldes do grupo Tigres do Tamil divulgaram um comunicado em que alertam Rajapakse a não utilizar sua vitória para adotar "meios militares para ocupar nossas terra ou iniciar um conflito".
Os tâmeis compõem cerca de 20% a população de 19 milhões do Sri Lanka.
A vitória do primeiro-ministro e sua posse vão marcar o fim do mandato da presidente Chandrika Kumaratunga, que dominou o cenário político desde que iniciou o primeiro de seus dois mandatos em 1994.