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15 de novembro, 2005 - 21h21 GMT (19h21 Brasília)

Filho de Sharon assume culpa por ilegalidades

Um dos filhos do primeiro-ministro de Israel, Omri Sharon, declarou-se culpado pelas acusações de que agiu ilegalmente ao levantar fundos para a campanha de seu pai à liderança do partido Likud em 1999.

Durante seu julgamento em Tel Aviv, Omri admitiu que falsificou documentos e prestou falsos testemunhos sobre o caso (perjúrio).

Advogado e um dos principais assessores de Ariel Sharon, Omri tinha inicialmente dito que contestaria as acusações de que ele criou empresas de fachada para ilegalmente canalizar recursos estrangeiros para a campanha de seu pai.

Contudo, seu advogado de defesa disse na abertura do julgamento que ele não contestaria algumas das acusações como parte de uma barganha com os promotores para reduzir sua pena.

Embaraço

Os advogados de Omri pediram aos promotores que transforme a pena em pagamento de multa, mas o Ministério da Justiça declarou que ele deveria cumprir sua pena na prisão.

A televisão israelense informou que Omri pode acabar recebendo uma pena de nove meses, bem menos que o prazo máximo de quatro anos previsto na lei, sob a condição de que renuncie a seu mandato como deputado do Likud no Parlamento israelense (Knesset).

Ainda que nenhuma acusação tenha sido levantada contra seu pai, o escândalo gerou embaraços para Ariel Sharon, justamente quando ele trava uma batalha com a linha dura do direitista Likud, furiosos pela retirada de Israel da Faixa de Gaza.

Sharon também enfrenta dificuldades para manter a coalizão de governo com o Partido Trabalhista (centro-esquerda).

O novo líder dos trabalhistas, Amir Peretz, eleito na semana passada, defende a saída dos trabalhistas do governo de Sharon.