13 de novembro, 2005 - 15h28 GMT (13h28 Brasília)
A polícia da Jordânia anunciou ter prendido uma mulher suspeita de ter tentado explodir a si mesma como parte da série de atentados a bomba que atingiu a capital do país, Amã, na quarta-feira passada.
De acordo com a polícia, ela se chama Sajida Mubarak Atrous al-Rishawi, é iraquiana e tem 35 anos.
Durante a tarde, a TV jordaniana mostrou imagens dela confessando ter usado um cinto carregado de explosivos, a exemplo de seu marido, um dos três homens vindos do Iraque que perpetraram os ataques contra hotéis da cidade, matando 57 pessoas.
Mas a bomba que ela deveria detonar não explodiu.
Os três homens foram identificados como Ali Hussein Ali al-Shamari, que seria o marido da militante presa, Rawad Jassem Mohammed Abed, de 23 anos, e Safaa Mohammed Ali, da mesma idade.
O vice-primeiro-ministro jordaniano, Marwan Muasher, disse que a mulher presa também era irmã de Mubarak Atrous al-Rishawi, um importante aliado de Abu Musab al-Zarqawi, o líder da Al-Qaeda no Iraque.
Rishawi foi morto pelas forças dos Estados Unidos em Fallujah, no ano passado.
Roupa de festa
Muasher mostrou à imprensa fotos de um cinto com explosivos do tipo que costuma ser usado por militantes suicidas em atentados.
Ele disse que a mulher estava usando aquele cinto no momento em que aconteceram os ataques.
Ela teria participado dos preparativos do ataque contra o Hotel Radisson – os outros alvos foram os hotéis Grand Hyatt e Days Inn.
Segundo Muasher, ela teria ido até o hotel com seu marido, os dois vestidos como se estivessem indo a uma festa, e entraram no salão de festas do Radisson, onde uma recepção estava acontecendo, com os explosivos por baixo das roupas.
Ela teria falhado em sua tentativa de detonar os explosivos; seu marido teria dito a ela que fosse embora e em seguida se explodiu.
Os quatro iraquianos teriam entrado na Jordânia de carro no dia 5 de novembro. Alguns dias depois, teriam alugado um apartamento em Amã.
Eles foram do apartamento até seus alvos de táxi, segundo a polícia.