12 de novembro, 2005 - 16h48 GMT (14h48 Brasília)
Milhares de policiais saíram às ruas de Paris neste sábado para impedir aglomerações públicas capazes de provocar distúrbios na capital francesa.
A proibição foi adotada na sexta-feira, seguindo medidas de emergências autorizadas pelo governo francês, entrou em vigor na manhã deste sábado e vai continuar valendo até a manhã de domingo.
A polícia diz ter interceptado e-mails e mensagens de telefone celular convocando "atos violentos" na cidade neste sábado.
Os distúrbios que estão tomando lugar na França nas últimas duas semanas continuaram na noite de sexta-feira para sábado.
Mais de 500 carros foram incendiados, dois policiais ficaram feridos e 206 pessoas acabaram na cadeia durante a noite em todo o país.
Foram números superiores aos da noite anterior, mas menores do que nos piores momentos dos atuais conflitos.
Estado de emergência
As autoridades francesas dizem que as medidas aprovadas na quarta-feira estão surtindo efeito e que a revolta está arrefecendo.
A polícia francesa mobilizou cerca de 12 mil agentes em todo o país para garantir a segurança no fim de semana.
Na sexta-feira, um grupo de pessoas, incluindo de comunidades fora de Paris, se concentrou perto da Torre Eifell para pedir o fim do vandalismo e da violência.
O governo declarou estado de emergência em Paris e mais de 30 áreas para tentar conter a revolta. Em algumas áreas, vigoram toques de recolher para impedir os distúrbios que ocorrem durante a noite.
A violência foi detonada pelas mortes de dois adolescentes no subúrbio de Clichy-sous-Bois. Eles morreram eletrocutados numa estação de energia; muitos moradores acreditam que eles estavam sendo perseguidos pela polícia.
A população da periferia de Paris é composta majoritariamente por descendentes de imigrantes vindos de ex-colônias francesas, como eram os dois jovens mortos.
Especialmente afetados pelo alto desemprego no país, eles se queixam de discriminação e racismo.