11 de novembro, 2005 - 17h59 GMT (15h59 Brasília)
Simpatizantes de George Weah, o astro de futebol que se candidatou à Presidência da Libéria, entraram em confronto nesta sexta-feira com as forças de paz da ONU durante uma manifestação contra supostas fraudes nas eleições de terça-feira.
Centenas de simpatizantes do ex-jogador ocuparam as ruas da capital, Monróvia, em uma passeata que passou diante da sede da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e da Embaixada dos Estados Unidos.
Membros das forças de paz da ONU atiraram bombas de gás para tentar dispersar o protesto, após alguns manifestantes terem jogado pedras na polícia.
Com 97% dos votos contabilizados, Weah estava com 41% dos votos, atrás da economista Ellen Johnos-Sirleaf, que liderava a apuração com 59%, segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Johnson-Sirleaf, conhecida como a "Dama de Ferro", declarou-se vitoriosa na votação após observadores eleitorais terem declarado a votação "pacífica e transparente".
Se o resultado for confirmado, ela será a primeira mulher a ser eleita presidente em um país na África.
Reclamações
Mas Weah afirmou que a eleição foi fraudada e que sua adversária não deveria declarar vitória enquanto suas reclamações estão sendo investigadas.
Os advogados do ex-jogador pediram à Suprema Corte da Libéria que investigasse as alegações de fraude.
Weah pediu porém aos seus simpatizantes – muitos dos quais ex-combatentes da guerra civil de 14 anos – para permanecerem calmos até que as alegações de fraude sejam esclarecidas.
Em uma entrevista à BBC, Johnson-Sirleaf disse que a acusação de fraude é absurda.
A eleição foi realizada após um acordo que terminou com a guerra civil há dois anos.
A força de paz das Nações Unidas na Libéria, com 15 mil homens, reforçou seu efetivo nas ruas para tentar evitar mais distúrbios.