10 de novembro, 2005 - 15h32 GMT (13h32 Brasília)
A China negou ter emitido um alerta de que extremistas islâmicos estariam planejando ataques contra hotéis de luxo no país na próxima semana.
Um porta-voz do Ministério de Segurança Pública chinesa afirmou que a história era uma "falsificação" fabricada por estrangeiros.
A Embaixada dos Estados Unidos em Pequim disse na quarta-feira que a polícia chinesa havia alertado hotéis sobre possíveis ataques.
Em declaração nesta quinta-feira, a embaixada americana disse que as autoridades chinesas acharam que a fonte da ameaça não era confiável.
Liu Jianchaou, porta-voz do Ministério do Exterior da China, disse que o aviso publicado no site da embaixada dos EUA era baseado em "informações falsas".
"O Ministério de Segurança Pública nunca emitiu alerta para hotéis do país, então é seguro se hospedar na China", afirmou.
Internet
Em uma iniciativa pouco comum, a embaixada americana inseriu uma nota em seu website na quarta-feira aconselhando os cidadãos do país que estão hospedados em hotéis chineses a permanecer vigilantes.
Sem esclarecer se os extremistas seriam da China ou do exterior, o alerta foi lançado dez dias antes da chegada do presidente americano, George W. Bush, a Pequim.
O governo chinês tem feito acusações contra ativistas muçulmanos uigures, baseados na província de Xinjiang, no noroeste da China, de cometer atos terroristas, incluindo ataques a bomba.
No entanto, organizações internacionais de direitos humanos afirmam que o governo chinês tem usado a chamada "guerra contra o terrorismo" como um pretexto para reprimir a campanha separatista dos uigures.
Uma boa parcela da população de Xinjiang é formada por muçulmanos uigures.
Muitos deles defendem a independência da China e se ressentem de um influxo em larga escala de colonos chineses.