10 de novembro, 2005 - 00h24 GMT (22h24 Brasília)
A Síria proibiu nesta quarta-feira a saída do país de seis membros do governo investigados pelo atentado em Beirute que matou o ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, em fevereiro.
Segundo um porta-voz do governo, os seis começaram a ser interrogados por uma comissão oficial que investiga o assassinato.
A proibição significa que os acusados ficarão impedidos de viajar a Beirute para depor a uma equipe das Nações Unidas que também investiga o atentado.
A medida deve permanecer em vigência até que a comissão síria termine seus trabalhos de investigação, segundo o porta-voz do governo.
Acredita-se que entre os acusados, que não tiveram seus nomes divulgados, estejam Maher Assad, irmão do presidente sírio, Bashar al Assad, e o chefe da inteligência militar síria, Assef Shawkat, cunhado do presidente.
Convite
A imprensa síria divulgou que o chefe da equipe de investigação da ONU, Detlev Mehlis, foi convidado a viajar a Damasco para discutir com as autoridades sírias a forma de cooperação para o inquérito.
Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução exigindo da Síria uma cooperação total com o inquérito.
A aprovação da resolução aconteceu após um relatório preliminar ter implicado altos funcionários da Síria na morte de Hariri.
A Síria vem negando insistentemente qualquer envolvimento com o atentado.
O assassinato de Hariri gerou uma onda de críticas e protestos à Síria, que foi obrigada a retirar suas forças de segurança do Líbano como conseqüência.