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07 de novembro, 2005 - 18h30 GMT (16h30 Brasília)

Bush diz que Estados Unidos não torturam

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu o tratamento que seu governo dá a prisioneiros depois de acusações de que os Estados Unidos mantêm prisioneiros em locais secretos na Europa.

Ao falar durante sua visita ao Panamá, nesta segunda-feira, Bush disse que os Estados Unidos não torturam.

"Estamos encontrando terroristas e entregando-os à Justiça", disse Bush em entrevista coletiva.

"Estamos reunindo informações sobre onde os terroristas podem estar se escondendo, estamos tentando interromper seus complôs, seus planos. Qualquer coisa que fazemos para isso nesse esforço, qualquer atividade que conduzimos, é dentro da lei".

"Não torturamos e, portanto, estamos trabalhando com o Congresso para ter certeza de que ao avançarmos, tornamos possível nosso trabalho."

Processo

Bush não falou diretamente sobre reportagem do jornal The Washington Post que denunciou a existência de prisões secretas da CIA em países da Ásia e do Leste europeu.

No domingo, o investigador especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para tortura, Manfred Nowak, apelou às autoridades européias para que investiguem as alegações.

Em Washington, a Suprema Corte dos Estados Unidos acatou ação contra o governo Bush pelo uso de tribunais militares para julgar prisioneiros estrangeiros.

A Suprema Corte vai decidir se Salim Ahmed Hamdan, ex-motorista de Osama Bin Laden, pode ser julgado por crimes de guerra em tribunal militar, em Guantánamo.

Segundo correspondentes, esse caso é um grande teste dos poderes do governo dos Estados Unidos na chamada guerra ao terrorismo.

Hamdan, cidadão do Iêmen, é acusado de conspiração para cometer crimes de guerra, incluindo terrorismo.