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07 de novembro, 2005 - 12h21 GMT (10h21 Brasília)

Policiais pedem Exército nas ruas da França

Policiais franceses pediram ao governo do país que imponha um toque de recolher nas áreas que têm sido palco de distúrbios nos últimos dias e chame as Forças Armadas para controlar a situação.

Em um comunicado, o sindicato dos policiais disse que seus afiliados estão lidando com eventos que não têm precedentes desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Os mais recentes confrontos entre manifestantes e a polícia nos arredores de Paris e outras partes da França deixaram 34 agentes feridos.

Por sua vez, líderes muçulmanos das comunidades árabes e africanas da França emitiram uma fatwa, ou decreto religioso, condenando os distúrbios.

Criminosos

Nesta segunda-feira, o ministro do Interior da França, Nicolas Sarkozy, chamou os envolvidos nos distúrbios de "hooligans" e "criminosos".

"A ordem precisa ser restaurada em todos os distritos do nosso país", disse Sarkozy, que anteriormente havia qualificado os participantes nos distúrbios de "escória".

"Esta não é uma opção, é uma obrigação."

Uma pesquisa de opinião publicada no jornal Le Parisien mostra que Sarkozy possui um índice de aprovação de 57% em todo o país.

Na noite de domingo para segunda-feira, 1.408 e veículos foram incendiados durante distúrbios em várias cidades, e 395 pessoas foram presas – o número mais alto em 11 noites de desordem.

Em Grigny, um subúrbio de Paris, dez policiais foram feridos a tiros e pedradas, dois deles com gravidade, quando enfrentavam 200 pessoas.

Dezenas de agentes ficaram feridos em outras partes do país.

Vários governos, entre eles o dos Estados Unidos, Japão, Canadá, Rússia, Grã-Bretanha e Austrália, emitiram alertas de segurança a respeito de visitas à França, que é o país que mais recebe turistas em todo o mundo.