03 de novembro, 2005 - 16h41 GMT (14h41 Brasília)
Uma corte marcial em Essex, na Grã-Bretanha, suspendeu nesta quinta-feira as acusações contra sete soldados britânicos acusados de ter matado um adolescente iraquiano dois anos atrás.
O juiz decidiu que não havia provas suficientes para incriminar os soldados, do regimento de pára-quedistas.
O adolescente Nadhem Abdullah, de 18 anos, foi morto supostamente depois de um ataque contra civis iraquianos em al-Ferkah, no sul do Iraque, em maio de 2003.
Os soldados sempre negaram as acusações.
O custo estimado do julgamento para os contribuintes é de 10 milhões de libras (cerca de R$ 39 milhões).
Samira Rishek, uma testemunha no julgamento, que disse à corte que foi espancada por soldados enquanto estava grávida, admitiu em juízo que sua declaração era "mentira exagerada".
Segundo foi dito à corte, Rishek e outras testemunhas do processo receberam US$ 100 por dia para prestar depoimento no julgamento – ela só concordou em prestar o depoimento depois de saber que seria paga.