02 de novembro, 2005 - 17h40 GMT (15h40 Brasília)
Com a saída das tropas americanas de um dos maiores complexos de palácios do ex-presidente iraquiano, Saddam Hussein, os prédios deverão ser transformados em atração turística e um centro de lazer, segundo autoridades iraquianas.
O complexo, que fica nos arredores de Tikrit, a cidade natal de Sadam, foi construído à beira do rio Tigre e é composto de 136 edifícios e 18 palácios.
"Este lugar é o símbolo de como (esse) homem gastou a riqueza do Iraque. Agora é hora de devolvê-lo ao povo", disse o general americano Joseph Taluto.
"Primeiro vamos abrir os portões para que o público possa ver os palácios", disse o governador de Salahuddin, Hamid Humud Shikti, à agência de notícias AFP.
Depois, "como medida temporária devo mudar meu escritório para lá, junto com o do chefe da polícia", disse ele.
Pavilhão chinês
O complexo funcionou como o quartel-general para a 42ª Divisão da Infantaria, responsável pelas operações militares na região norte central do Iraque.
Semelhante a um complexo turístico, ele foi construído em 1991, logo após a Guerra do Golfo.
Uma estrutura foi construída sobre um enorme lago, e água corre sob o edifício. Outra parece um pagode chinês, com uma piscina.
Muitos dos palácios têm escadarias de mármore, portas de madeira trabalhada e enormes cômodos, como teto coberto por estuque ou arabescos coloridos.
Mas as tropas americanas, que estão deixando o local, disseram que por trás do mármore e do luxo, estão trabalhos de alvenaria mal feitos e problemas no encanamento. Azulejos, aparentemente, caem constantemente do teto, onde estão pendurados candelabros enormes.
O general Taluto disse que as tropas americanas mantiveram os edifícios, mas que eles não são "as melhores construções" já vistas.
O principal palácio foi danificado em um bombardeio no início da invasão liderada pelos americanos, em 2003, e nunca foi consertado.