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02 de novembro, 2005 - 14h57 GMT (12h57 Brasília)

Sobe para 23 número de mortos em protestos na Etiópia

Pelo menos 23 pessoas foram mortas nesta quarta-feira na capital da Etiópia, Adis-Abeba, no segundo dia seguido de conflitos entre a polícia e manifestantes que protestam contra supostas fraudes nas eleições realizadas em maio.

Ao menos 80 pessoas ficaram feridas. No dia anterior, oito pessoas já haviam sido mortas. Dezenas de pessoas foram detidas.

Centenas de policiais de tropas de choque tomaram as ruas da capital para combater os manifestantes.

Um porta-voz do Conselho Etíope para os Direitos Humanos disse que os manifestantes atiraram pedras nos policiais e que a polícia fez disparos na direção dos manifestantes e para o ar.

Em junho, protestos contra o resultado das eleições já haviam provocado a morte de 26 pessoas.

Oposição

Os protestos foram convocados na segunda-feira pelo principal partido de oposição da Etiópia, a Coalizão para a Unidade e a Democracia, após os deputados eleitos pelo partido terem se recusado a participar das sessões do Parlamento.

O partido disse que seis de seus dirigentes, incluindo o presidente Hailu Shawel e o vice-presidente Berhanu Nega, foram presos.

A polícia diz que dois policiais já foram mortos e cerca de 20 ficaram feridos nos confrontos.

O ministro da Informação da Etiópia, Berhan Hailu, acusou a oposição de fomentar a violência.

"A coalizão convocou estas manifestações. Elas são parte de seu plano para tirar a paz e a estabilidade do país", disse o ministro.

O primeiro-ministro Meles Zenawi acusou a oposição de estar tentando derrubar seu governo.

O governo etíope negou a acusação feita por monitores da União Eruopéia de que as eleições não atenderam aos padrões internacionais.