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01 de novembro, 2005 - 20h20 GMT (18h20 Brasília)

Helicóptero de resgate dos EUA 'é atacado' no Paquistão

Militares americanos disseram que um de seus helicópteros que presta ajuda às vítimas do terremoto no sul da Ásia foi atacado com uma granada quando sobrevoava a região da Caxemira administrada pelo Paquistão.

Porta-vozes americanos disseram que o helicóptero CH-47 Chinook voava perto da cidade de Chakothi quando ocorreu o incidente, no início da tarde desta terça-feira, hora local.

Autoridades paquistanesas, no entanto, disseram que os militares podem ter se confundido, já que estavam sendo realizadas explosões no local para a limpeza de minas terrestres.

As autoridades disseram ainda que o incidente não vai afetar as operações dos Estados Unidos, que têm mais de 20 helicópteros distribuindo ajuda na região.

O helicóptero voltou para a base em segurança, e o incidente está sendo investigado.

Ajuda

Chakothi fica a cerca de dez quilômetros da Linha de Controle, que divide a Caxemira administrada pelo Paquistão da Caxemira administrada pela Índia. Grupos militantes contrários à Índia atuam na região.

Segundo o Paquistão, 57 mil pessoas morreram no terremoto de 8 de outubro e três milhões ficaram desabrigadas.

Os helicópteros americanos fazem parte do enorme esforço internacional para levar ajuda à região antes do início do rigoroso inverno.

Antes do incidente, o exército americano havia prometido manter os helicópteros na região durante o inverno e também havia pedido aos outros países que mantivessem sua ajuda.

Um comandante americano no Centro de Assistência para o Desastre, o almirante Mike LeFever, disse: "Não vamos diminuir o apoio de nossos helicópteros. Este é um apoio de longo prazo. Vamos apoiar nossos amigos e esperamos que o resto da comunidade internacional faça o mesmo".

A promessa foi ratificada depois do incidente.

Setenta e oito mil e oitocentas pessoas ficaram feridas por causa do terremoto no Paquistão, e mais de dois terços das mortes ocorreram na região da Caxemira paquistanesa.

Segundo a ONU, cerca de 800 mil pessoas permanecem desabrigadas.