30 de outubro, 2005 - 19h08 GMT (16h08 Brasília)
Soldados isralenses mataram um integrante do grupo militante palestino Jihad Islâmico durante um ataque a um prédio nas proximidades da cidade de Jenin, na Cisjordânia.
De acordo com a mídia israelense, Arshad Abou Zeid era procurado por suspeita de envolvimento num ataque suicida que matou cinco israelenses na última quarta-feira.
Outro integrante do Jihad ficou ferido no ataque. Israel vinha realizando ataques aéreos a territórios palestinos há quatro dias, em resposta ao atentado a bomba desta semana na cidade de Hadera.
O serviço de segurança israelense Shin Bet também anunciou que prendeu, este mês, três palestinos que estariam sendo financiados pelos grupos radicais Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, nos territórios palestinos, para criar uma unidade militante em Jenin.
Cessar-fogo?
O anúncio da morte do militante palestino vem horas depois de o líder do Jihad ter anunciado que a organização vai interromper seus ataques com morteiros contra o território de Israel, contanto que o governo israelense interrompa o que chamou de "agressão".
O militante se referia justamente aos ataques aéreos israelenses.
Segundo o Jihad Islâmico, o atentado de quarta-feira foi uma resposta pela morte a tiros de um comandante do grupo durante uma operação das forças israelenses na Cisjordânia, no início da semana passada.
Durante entrevista à BBC, o líder do grupo palestino, Khaled al Batsh, não disse se o Jihad Islâmico pretende interromper também os ataques a bomba como os de quarta-feira.
O ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, disse que o Exército montou uma ampla operação para eliminar a capacidade do Jihad Islâmico de promover novos ataques suicidas.
Enquanto isso, autoridades palestinas dizem que mediadores árabes estão trabalhando para tentar chegar a um acordo de cessar-fogo envolvendo todos os grupos envolvidos no conflito.