28 de outubro, 2005 - 17h17 GMT (14h17 Brasília)
O chefe de gabinete do vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, foi indiciado nesta sexta-feira pelo envolvimento no vazamento ilegal para a imprensa da identidade de uma agente da CIA (Agência de Inteligência Americana).
Lewis Libby vinha sendo investigado pelo suposto envolvimento na divulgação do nome da agente, o que é um crime federal nos Estados Unidos.
Ele foi indiciado pelas acusações de perjúrio, obstrução da Justiça e por dar declarações falsas. Libby renunciou ao cargo após o anúncio.
Em um comunicado por escrito, o vice-presidente Dick Cheney defendeu Libby, dizendo que seu ex-chefe de gabinete deve ser considerado inocente enquanto não for condenado pelo júri. Cheney disse que aceitava a demissão de Libby com lamento.
Além de Libby, Karl Rove, considerado o mais importante conselheiro do presidente George W. Bush, também está sendo investigado pelo envolvimento no vazamento do nome da agente, mas escapou de ser indiciado imediatamente.
A identidade da agente Valerie Plame foi revelada à imprensa em 2003 depois que seu marido, o diplomata Joseph Wilson, acusou a administração Bush de manipular informações secretas para conseguir apoio para a guerra no Iraque.
Wilson afirma que a revelação do nome de sua mulher foi feita para abalar sua credibilidade. Outros levantaram a possibilidade de que o vazamento ocorreu em resposta a críticas do diplomata dirigidas ao governo.
Libby e Rove comentaram o vazamento da identidade da agente com jornalistas, em 2003, e os dois negaram ter revelado o nome de Valerie Plame.
Investigação
Uma investigação de dois anos tentou descobrir como o jornalista Robert Novak conseguiu revelar a identidade de Valerie Plame em seu artigo.
A investigação foi feita, com a liderança de Fitzgerald, pelo Tribunal do Júri, formado por 25 pessoas, e que vai determinar se o suposto crime de vazamento deve ser levado à Justiça comum.
A Casa Branca, inicialmente, negou que Rove ou Libby estivessem envolvidos no vazamento de informações.
Mas, desde então, a administração Bush foi forçada a ficar na defensiva, desde que os dois foram implicados no incidente.