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26 de outubro, 2005 - 15h55 GMT (12h55 Brasília)

Ataque suicida mata pelo menos cinco em Israel

Um atentado suicida na cidade costeira de Hadera, em Israel, matou pelo menos cinco pessoas nesta quarta-feira.

Segundo a polícia e equipes de resgate, pelo menos 30 pessoas também ficaram feridas, algumas gravemente.

O grupo militante palestino Jihad Islâmico assumiu a autoria do atentado.

Este é o primeiro atentado a bomba em Israel desde 28 de agosto, quando um homem-bomba se explodiu na entrada da estação central de Beersheba, ferindo 20 pessoas.

O ataque também foi o primeiro desde a retirada de Israel da Faixa de Gaza, concluída no início de setembro.

Mercado lotado

O atentado foi cometido por um homem-bomba em uma fila para uma barraca de comida num mercado lotado. O local já havia sido palco de outros ataques, segundo a polícia.

O local da explosão foi cercado pelas forças de segurança israelenses, e várias ambulâncias foram enviadas para o local.

Uma testemunha, Eidan Akiya, que vive a 100 metros de distância da explosão, disse à TV israelense: "Pedaços de corpos foram lançados até meu prédio. O estrago é realmente grande".

"Todas as barracas no entorno simplesmente desmoronaram. As janelas foram todas rompidas. Parece que houve uma guerra", disse.

Cessar-fogo

Grupos militantes palestinos acertaram um cessar-fogo em março, mas no início desta semana o Jihad Islâmico havia prometido vingança depois que soldados israelenses mataram o líder do grupo militante na Cisjordânia.

O Jihad Islâmico foi o responsável por recentes ataques com bombas contra a casa noturna Stage, em Tel Aviv em fevereiro, e outro na cidade costeira de Netanya.

O negociador-chefe da Autoridade Nacional Paletina, Saeb Erekat, denunciou o ataque e disse esperar que ele não prejudique as negociações para o fim da violência.

Um porta-voz do governo israelense, David Baker, disse que a Autoridade Palestina deveria desmantelar as organizações terroristas "de uma vez por todas".

Israel congelou os contatos com a Autoridade Palestina no início do mês após um ataque a tiros próximo a um bloco de assentamentos na Cisjordânia no qual três jovens israelenses foram mortos.