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21 de outubro, 2005 - 18h13 GMT (15h13 Brasília)

Otan vai mandar tropas para ajudar vítimas de tremor

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) concordou nesta sexta-feira em mandar de 500 a mil soldados para ajudar nas operações de socorro às vítimas do terremoto que atingiu o Paquistão em oito de outubro.

Deve ser enviada uma unidade de engenharia, médicos e um pequeno número de helicópteros, de acordo com funcionários da organização em Bruxelas.

Fontes da Otan disseram à BBC que a principal tarefa de suas tropas, entre elas um batalhão de engenheiros italianos, poloneses e espanhóis, será a reconstrução das estradas danificadas pelo terremoto.

Segundo o Paquistão, 50 mil pessoas morreram e 3 milhões ficaram desabrigados no tremor.

Prazos

O analista para assuntos de Defesa da BBC Rob Watson disse que a data de chegada das tropas ainda está sendo acertada.

A Otan, aliança militar formada por 26 países, também está planejando enviar o que chama de unidade médica móvel para complementar os hospitais da ONU que já foram montados na região afetada.

A organização já vinha levando de avião para o Paquistão toneladas de suprimentos doados pela ONU e outros países.

A expectativa é que os vôos que a Otan está organizando para levar ajuda ao Paquistão aumentem nos próximos dias graças a promessas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha de fornecer mais aviões.

Os Estados Unidos disseram que o primeiro de uma frota de mais de 20 helicópteros deve chegar à região atingida na próxima semana. Cerca de 60 aeronaves americanas já estão na área.

"Pesadelo"

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, disse que a organização "percebe a gravidade da situação" e agirá na mesma medida.

Mas o comandante da força de reação rápida da Otan, o americano John Stufflebeem, disse que há muito poucos helicópteros do tipo necessário disponíveis.

Nesta quinta-feira, um representante da ONU reconheceu que o terremoto é o pior "pesadelo logístico" que a organização já enfrentou.

A ONU afirma que a falha na oferta de auxílio às vítimas do sismo fez desta uma operação humanitária pior do que a verificada depois do tsunami de dezembro passado.