17 de outubro, 2005 - 04h43 GMT (01h43 Brasília)
O primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, visitou um polêmico templo de guerra no centro de Tóquio, nesta segunda-feira, pela quinta vez desde que assumiu o cargo em 2001.
O Templo de Guerra Yasukuni é visto pelos vizinhos do Japão como um símbolo do militarismo do país durante a 2ª Guerra Mundial.
O Templo Yasukuni honra os 2,5 milhões de japoneses mortos na guerra e também os criminosos de guerra condenados pelo tribunal de guerra de 1948.
O ministro do Exterior da Coréia do Sul, Ban Ki-moon afirmou que "estava profundamente decepcionado" com a visita de Koizumi ao templo.
"Protestamos contra a visita ao Templo Yasukuni. Não é excessivo afirmar que as visitas do primeiro-ministro Koizumi ao templo têm sido a grande pedra no caminho das relações entre a Coréia do Sul e o Japão", disse o ministro do Exterior sul-coreano ao embaixador japonês em Seul, Oshima Shotaro, em frente aos jornalistas.
Decisão em Osaka
Koizumi, que estava vestindo um terno cinza, se inclinou e rezou no templo, rapidamente, antes de retornar ao seu carro, em meio à multidão presente.
O primeiro-ministro não parou para conversar com o público ou com os muitos jornalistas que foram ao templo.
A Justiça em Osaka decidiu, há duas semanas, que as visitas de Koizumi ao templo desrepeitam a constituição, pois representam desrepeito à separação entre estado e religião.
A última visita de Koizumi ao templo ocorreu em janeiro de 2004 e, depois de sua recente reeleição, muitos esperavam uma nova visita.
A visita do primeiro-ministro marca o início do festival de outono no templo.