04 de outubro, 2005 - 16h10 GMT (13h10 Brasília)
Um milhão de trabalhadores teriam aderido à greve geral na França nesta terça-feira, segundo os organizadores do ato, que prejudica bastante o sistema de transporte público e as escolas do país.
Apenas um terço dos trens que circulam em Paris e arredores estava funcionando e na cidade de Marseille, no sul do país, quase não havia ônibus nas ruas.
O objetivo da greve é protestar contra a política econômica do governo, reivindicar ações para diminuir o desemprego, que atinge quase 10% da população ativa, e pressionar por reajustes salariais.
Trabalhadores do setor privado também foram convocados para a paralisação, em protesto aos cortes anunciados por várias grandes empresas, como Hewlett Packard e Sony.
O ato também afetou o transporte aéreo, obrigando o cancelamento de centenas de vôos nos dois principais aeroportos do país – Charles de Gaulle e Orly.
Desafio
De acordo com os sindicatos organizadores do ato, mais de 500 mil pessoas foram para as ruas nesta terça-feira – só em Paris, teriam sido cerca de 150 mil.
Já o Ministério do Funcionalismo Público francês informou que a mobilização não é tão grande, com pouco menos de 27% dos funcionários públicos aderindo à greve geral.
Segundo dados da polícia francesa, participaram dos protestos nas ruas do país cerca de 230 mil trabalhadores.
A greve geral desta terça-feira é o primeiro grande desafio político novo primeiro-ministro Dominique de Villepin, que insiste em seguir em frente com suas reformas para estimular o mercado de trabalho.