02 de outubro, 2005 - 19h23 GMT (16h23 Brasília)
Investigadores na Indonésia estão tentando identificar os três autores dos atentados suicidas que atingiram Bali no sábado.
O número total de mortos foi revisto para baixo: em vez de 26, como as autoridades indonésias informaram antes, 22 pessoas morreram, incluindo os três suicidas.
Mais de cem pessoas ficaram feridas, 17 das quais estão em estado grave. A polícia afirma que os autores dos atentados podem ter tido a colaboração de outras pessoas, que estão sendo procuradas.
Os investigadores também estão estudando um vídeo que mostra a imagem de um dos possíveis suicidas - um jovem com uma mochila entrando num restaurante onde pouco depois houve uma explosão.
Grupo radical
Em toda a Indonésia, a segurança está sendo reforçada.
O major general Ansyaad Mbai, responsável pela operação antiterror da Indonésia, afirmou que aparentemente os atentados foram realizados pelo grupo radical Jemaah Islamiah, o mesmo dos ataques de 2002, em Bali, em que mais de 200 pessoas foram mortas.
A maioria dos mortos é da Indonésia. Entre os feridos há turistas de Austrália, Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul.
Mbai disse que os três suicidas foram a restaurantes em Jimbaran e em Kuta, no sábado, vestindo roupas com explosivos.
"Tudo o que sobrou foram suas cabeças e pés", detalhou.
O oficial disse que dois fugitivos da Malásia são suspeitos de organizar os atentados.
Azahari Bin Husin e Noordin Mohamed Top estão na lista dos mais procurados da Indonésia desde os ataques de 2002.
Nenhum grupo militante assumiu a autoria dos atentados deste sábado.
O grupo extremista islâmico Jemaah Islamiah, citado por Mbai, teria ligações com a rede Al-Qaeda, de Osama Bin Laden.
Condenação
O correspondente da BBC em Jakarta, Tim Johnston, disse que as autoridades locais já tinham alertado que grupos militantes estariam planejando outros ataques a alvos ocidentais na Indonésia, mas não houve nenhum aviso em particular nos últimos dias.
Líderes mundiais condenaram os ataques. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que os Estados Unidos vão continuar trabalhando em parceria com a Indonésia na chamada "guerra contra o terror".
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, condenou os ataques. Blair disse que a Grã-Bretanha está pronta para ajudar no que for preciso.
O presidente francês, Jacques Chirac, enviou uma mensagem ao presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, também condenando os ataques deste sábado.