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01 de outubro, 2005 - 04h20 GMT (01h20 Brasília)

Retirar tropas seria abandonar Iraque a 'bárbaros', diz Rice

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, defendeu a presença dos Estados Unidos no Iraque, dizendo que retirar as tropas agora seria abandonar o país a "assassinos bárbaros".

"Se nós abandonarmos as futuras gerações no Oriente Médio ao desespero e ao terror, nós também vamos estar condenando gerações futuras à insegurança e ao medo", afirmou Rice, em um discurso na Universidade de Priceton, em Nova Jersey.

O correspondente da BBC em Washington Jonathan Beale informa que as declarações da secretária americana fazem parte de uma campanha do governo para reverter a queda do apoio popular à guerra, indicado em recentes pesquisas de opinião.

Rice reconheceu os sacrifícios dos soldados americanos no Iraque, lamentando as mortes de quase dois mil deles, mas disse que a população dos Estados Unidos precisa ter clareza de quem estão enfrentando.

"Esta não é uma coalizão popular de resistência nacional, são assassinos bárbaros que querem provocar nada mais do que uma completa guerra entre muçulmanos no Oriente Médio."

Transformação

A secretária americana disse que as tropas foram enviadas para "transformar" as sociedades do Oriente Médio e que agora não era hora de vacilar.

"Se nós sairmos agora, nós vamos abandonar o Iraque na hora em que eles mais precisam. Nós vamos fortalecer todo inimigo da liberdade e da democracia no Oriente Médio. Nós vamos destruir qualquer chance das pessoas dessa região de construírem um futuro de esperança e oportunidade. E nós vamos tornar os Estados Unidos mais vulneráveis."

Rice fez esses comentários a duas semanas da data marcada para um referendo no Iraque sobre a nova Constituição do país.

Ela também defendeu o uso da força e fez uma crítica velada aos países que não apoiaram a invasão iraquiana.

"Qualquer defensor da democracia que promove princípios sem poder é incapaz de fazer uma diferença real na vida dos oprimidos."

Rice também disse que os iraquianos precisam manter o compromisso com a democracia e que os vizinhos do país precisam apoiá-lo.