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Começa julgamento do caso da morte do 'banqueiro de Deus' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Começou nesta quinta-feira em Roma o julgamento de quatro italianos e uma austríaca acusados de envolvimento no assassinato, há 23 anos, do banqueiro italiano Roberto Calvi. Calvi era conhecido como "o banqueiro de Deus" por suas estreitas ligações com o Vaticano. O corpo dele foi encontrado pendurado pelo pescoço em uma ponte de Londres em 1982, com pedras e milhares de libras nos bolsos. A princípio, pensou-se que Calvi havia se suicidado, mas a hipótese foi descartada em 2002, e o caso, reaberto. Máfia A acusação afirma que Calvi foi morto por ordens da Máfia siciliana porque teria feito mau uso do dinheiro do crime organizado. Além disso, a Máfia estaria pretendendo evitar que o banqueiro revelasse detalhes de suas operações de lavagem de dinheiro. Calvi era o presidente do Banco Ambrosiano, que foi à falência devendo milhões de dólares para vários credores, incluindo o Vaticano. Um dos acusados, Pippo Calo, conhecido como “o caixa da Máfia”, já está preso, servindo pena de prisão perpétua por envolvimento com o crime organizado. O empresário Flavio Carboni, sua ex-namorada austríaca Manuela Kleinzig e Ernesto Diotallevi foram indiciados por suposto envolvimento no caso em abril deste ano. Silvano Vittor, que trabalhava como motorista e guarda-costas de Calvi, foi avisado de que iria a julgamento apenas na semana passada. Acredita-se que ele e Carboni tenham sido as últimas pessoas a verem o banqueiro ainda vivo. Os advogados de defesa devem argumentar que Calvi tirou sua própria vida. Pouco depois de seu início, nesta quinta-feira, os trabalhos do tribunal que está analisando o caso foram suspensos até o mês que vem. |
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