30 de setembro, 2005 - 15h13 GMT (12h13 Brasília)
Um sul-africano condenado pela morte de um homem cujos restos mortais foram encontrados em uma jaula de um leão foi sentenciado à prisão perpétua nesta sexta-feira.
O fazendeiro branco Mark Scott-Crossley e um empregado espancaram o antigo funcionário negro Nelson Chisale e o jogaram na jaula dos leões em janeiro de 2004.
O cúmplice de Scott-Crossley, Simon Mathebula, foi sentenciado a 15 anos de prisão.
Chisale, que havia sido demitido ao final de 2003, foi assassinado quando retornou à fazenda para buscar seus pertences.
Centro de criação
Scott-Crossley e Mathebula o amarraram e o levaram para um centro de criação de leões, onde o jogaram em uma jaula.
A corte não pôde estabelecer se Chisale já estava morto quando foi jogado na jaula.
Os únicos restos encontrados foram alguns ossos e pedaços de roupas rasgadas.
O caso chamou a atenção para as tensões raciais que ainda existem no interior da África do Sul 11 anos após o apartheid.
Uma multidão que aguardava no lado de fora da corte na cidade de Phalaborwa comemorou quando a sentença foi anunciada.
A pena de morte foi abolida na África do Sul em 1996, e a prisão perpétua é a sentença máxima para assassinato.